Desde quando surgiu o interesse pela arte?

Desde muito cedo desenho, mas posso dizer que minha primeira referência na pintura foi o meu Sogro, sempre ficava admirando os quadros que ele pintava e as paisagens que ele conseguia reproduzir na tela, mas foi em 2017 após uma viagem que fiz a Paris em que tudo lá respira arte, sobretudo pintura, que me encorajei a iniciar na pintura. Iniciei estudando no Ateliê Rosi Costa em Joinville, a qual sempre me incentivou a buscar meu estilo, ela também  me recomendou para entrar na AAPLAJ ( associação dos Artistas Plásticos de Joinville ) a qual sou membro desde 2018.

Atualmente com que tipo de arte você trabalha? Por exemplo, óleo sobre tela, abstrata, fale um pouco sobre o seu trabalho.

Atualmente eu trabalho com a técnica chamada de acrílico Fluído e desta forma eu pinto os meu quadros que possuem uma linguagem que eu gosto de chamar de Expressionismo Abstrato Fluído, é uma técnica ainda pouco utilizada aqui no Brasil mas que lá fora possuem grandes nomes, uma delas é a artista Emma Lindstrom da Suécia.

Entre as obras que realizou até hoje, existe alguma que se destaque mais?  Porque? Pode falar mais sobre ela?

    Cada tela que pintei tem sua própria história e seus desafios, mas tem uma em especial que foi a BALI I, porque esta tela eu pintei junto com a minha filha e podemos passar uns bons momentos curtindo todo o processo.

De onde vem sua inspiração para pintar?  O que você quer provocar com suas telas?

Eu costumo dizer que quando estou pintando uma tela, quero que ela seja como a luz que atrai o inseto ou seja procuro apresentar algo que no primeiro momento atraia o espectador, para então ele compreender a mensagem. Por este motivo eu utilizo uma paleta de cores que traz uma sensação  de contemplação e ao mesmo tempo curiosidade, a partir do momento em que consigo a atenção  para o quadro, o espectador consegue achar pequenas pistas nas telas e começa a criar o seu próprio entendimento do que é arte para ele. Procuro falar sobre um tema que acompanha a humanidade desde o início que é o desejo por poder e aonde isto nos levará. 

Porque optou pela arquitetura e urbanismo mesmo atuando como artista plástico?

Arquitetura é um sonho de infância, e arquitetura também é uma forma de expressão artística. Grandes arquitetos são considerados artistas como Oscar Niemeyer, Le Corbusier, Steven Roll entre outros nomes, quero utilizar conceitos da arquitetura para realizar obras de arte e fazer intervenções pelas Cidades, acredito que a obra de arte não deva ser exclusiva de galerias, mas acredito que ela precisa estar disponível para a contemplação de todas as pessoas.

Gostaria de destacar algum reconhecimento, prêmios, exposições que já realizou?

Este ano foi um ano muito intenso de criação, realizei duas exposições individuais  e várias coletivas, destas eu destaco a exposição Individual Fronteiras que fez parte do Projeto Garten Arte com os alunos da Univille e curadoria de Marc Engler e minha participação da 14 Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba – Polo SC com as Obras GRENZE E ALHUDUD com curadoria de Francine Goudel, Juliana Crispe e Sandra Makowiecky.

 

ENTREVISTA PARA REVISTA DUO 

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